28 de jun. de 2010

O Belo é básico

Tenho visto tanta coisa bonita por ai, entre revistas, blogs, Picasa e tudo o mais. E cada vez mais me chama a atenção as peças básicas e simples. E em se tratando em tricô o belo é básico. É claro que a lã, faz a diferença no resultado do trabalho da peça tricotada, mas fazer aquele tricô criativo e bem caprichado, também tem o seu lugar. Aposte na capacidade sua de fazer o seu melhor e dar o seu estilo às suas peças! A peça feita por você, não tem imitação e além disso, é autêntica e única (por mais que tentamos fazer igualzinha a receita e muitas vezes, sai mais bonita do que a original).
Aqui vai mais uma dica para a confecção no inverno. Está ótimo para tricotar neste friozinho, entre um bom chá quente, estar pertinho da lareira, do fogão à lenha, ou mesmo saboreando um bom chocolate quente.


Fonte: Revista Manequim, Editora Abril, Julho de 1999.

19 de jun. de 2010

Modelo Básico

Aqui está mais uma sugestão de uma blusa prática e muito quentinha. Uma modelo bem básico feita com a lã Paratapet http://www.pingouin.com.br/cartela/cartela_desc.php?gColecaoIdInt=5&gNoveloIdInt=31, da Pingouin. Um dos poucos fios encontrados no Brasil, feitos com 100% de lã. As cores disponíveis para a Paratapet , são bem variadas, o que dá para escolher à vontade. Este é um Pull de cor Caramelo de fácil execução.
Se der tempo, vou fazer para este inverno! Espero que gostem da dica, que apesar de simples, sempre cai bem.



Fonte: Revista Manequim, Junho de 1997.

14 de jun. de 2010

O encontro do tricô

O encontro era do tricô! Tricotaram-se amizades e novos pontos foram aprendidos.
Encontrei o tricô e muitos rostos ganharam figuras e formas, depois de longos papos e altas postagens no Google Groups.


O tricô ficou sem fronteiras em Curitiba nos dias 3, 4, 5 e 6 de junho de 2010. Lá estavam o berço de mulheres que unidas encontraram-se não somente pela rede, mas teciam agora papos in loco, onde estavam guardadinhos com enorme expectativa.

Ô...orgulho de poder estar entres elas! Conheci pessoas maravilhosas, afetivas e unicamente alegres! Fazia tempo que não me divertia tanto, num grupo tão especial que faço parte.

Grupo de tricoteiras? Mas tricô ainda se faz? Sim!! Se faz e se compartilha mais do que nunca.

Agora temos todas as técnicas, os vídeos, os sites que nos auxiliam os encontros repletos de discussões de idéias, de aprendizagens, de fotos, de risadas e principalmente de prova de laços de grandes e fortes amizades!

Um grande beijo a todas as amigas presentes que saborearam dos belos dias em Curitiba.

8 de jun. de 2010

Estas amáveis ovelhinhas

Toda a tricoteira acaba tendo como companheira enquanto faz a suas peças, uma ovelhinha para a decoração. Serve não só como parceira, mas como fonte de inspiração - mesmo que o fio que se tricota não seja necessariamente de lã...o que vale é que a ovelha, seja de autêntica matéria prima, ou mesmo um fio imitativo.
A ovelhinha pode ser de outros materiais e o feltro é um deles. Vai ai uma sugestão de como fazer várias, com retalhos de feltro com nuances e cores diferentes que dão forma à sua companheira ovelha.

Vale chaveiros, agulheiros, bottons, niqueleiras, almofadas...
Aproveitem!












23 de mai. de 2010

Blusas e casaquinho

Vasculhando em meus arquivos, encontrei uma edição de Junho de 2000 com encarte especial para as regiões Sul e Sudeste, feita pela Revista Manequim http://manequim.abril.com.br/. Aliás, esta revista sempre disponibiliza espaço para peças em tricô, nos trazendo boas idéias.













São roupas de fácil execução e com modelos simples, mas que sempre caem muito bem no seu guarda-roupa de inverno. Isto ganha um gostinho a mais, quando se trata de uma peça feita por você mesmo.

14 de mai. de 2010

Eu assumo!

Eu assumo que tricoto com fios baratinhos, que custam R$= 1,99, ou até menos dependendo da promoção da loja. Os fios Mollet http://www.circulo.com.br/mollet-40gr.html, Família
http://www.pingouin.com.br/cartela/cartela_desc.php?gColecaoIdInt=3&gNoveloIdInt=24 e similares já foram grandes parceiros de longas carreiras. E sabe que teci peças bem interessantes com estes fios Made in Brasil (com s mesmo). Confesso que já tive algum sucesso com receitas de revistas nacionais, estas que compramos nas bancas. Aliás, estas revistas têm mudado muito a sua qualidade, apresentando ultimamente modelos bem bonitos, elaborados e que vale a pena fazer. Assumo também que utilizo agulhas retas. E assumo que tentei tricotar com agulhas circulares e não me adaptei muito bem. Assumo que já fiz Laces com o fio nacional mais fino que encontrei: o Cristal básico que tem cores bem bonitas. Assumo também que usei palitos de dente, para substituir agulhas de tranças (pela leveza de segurar os pontos atrás do trabalho tricotado).

Assumo que faço moldes em papel pardo, do que vou tecer quando se trata de roupas que levam mais tempo para tricotar. Assumo que usei como contador de pontos, pequenas borrachinhas para cabelos coloridas, onde compramos aproximadamente umas 100 unidades por R$= 2,00.

Assumo que até bem pouco tempo, não sabia fazer mate simples e nem mate duplo. Confesso que se não fosse a participação nos grupos de tricô, tanto pela internet - e nem se fala os encontros pessoalmente - eu NÃO SABERIA FAZER QUASE NADA DE TRICÔ!

Assumo também que compro livros nos sebos com edições que não encontramos mais por ai, sendo verdadeiras raridades em termos de técnicas e de clareza nas explicações.

Confesso que já fiz perguntas idiotas, com relação a algum ponto, ou por estar "enrolada" numa técnica e pedindo um socorro. A propósito, uma tricoteira encontra-se volta e meia enrolada nos seus fios...

Assumo que deixei um trabalho a espera de um inverno para o outro, com preguiça de terminar, ou simplesmente por estar casanda daquele trabalho tão repetitivo...

Confesso que tricoto desde os 9 anos, mas assumo que deixei de tricotar por anos, porque esta arte ficou (pode ser que por mim, assumo isto também) esquecida e as lãs e agulhas guardadas e quase escondidas por muito tempo.
Assumo que algumas vezes, compro lãs e fios mesmo sem saber o que vou tecer e simplesmente não resisto e compro...
E definitivamente assumo e confesso que sou uma amante do tricô!

9 de mai. de 2010

O Maternês no Tricotar

O Maternês é uma forma bastante particular e singular, da qual a mãe tende a usar uma linguagem afetiva com seu bebê, envolvendo os cuidados no dia-a-dia, desde dos momentos de troca de fraldas, banho e amamentação. Possui um tom adocicado, próprios das mensagens maternas, onde a mãe olha para seu bebê e comunica-se com ele de forma intensa e afetiva. Construindo elos e tecendo afetos. Tons agudos são emitidos, a voz se altera, barulhos típicos são inventados, onde ambos mãe e bebê tramam a sua linguagem, em expressões faciais, gestos e sorrisos.

Não é à toa que o tricô às vezes é associado com uma gestante, preparando o enxoval para o bebê que espera. Já nos deparamos com aquele comentário "tricô é coisa de grávida", que coloca a gestante numa condição passiva, onde lhe resta é tricotar e esperar...Ora o perfil de nossas grávidas mudaram e o ritmo de vida da mulher também mudou. Mesmo porque não há o que impeça que a própria gestante faça e teça um sapatinho feito com suas mãos, não é mesmo? Aliás, sei de alguns relatos que a mulher aprendeu a fazer tricô, porque estava grávida e ela mesma queria fazer sapatinhos e casaquinhos, e que a partir dali, começou a tricotar e não parou mais.

Constrói-se o Maternês e o Tricotar, dando os primeiros pontos e também os primeiros vocábulos, numa teia que não é tênue, mas que é contruída de forma permanente e definitiva, onde os elos são os de carinho e de amor.

Feliz Dia das Mães à gestantes, às mães de muitas viagens e às muitas mães de coração que maternam e tricotam e que tecem o Maternês.


* A foto é a capa da revista RYC - Classic Mother and Baby, que contém receitas para a mãe e seu bebê, contemplando não só os recém nascidos, mas os pequenos até os primeiros anos de vida. Possui também modelos femininos bem interessantes.

2 de mai. de 2010

Os Pontos e seus nomes

Os pontos de tricô, podem receber nomes diferentes conforme a época que eles surgem.
Mas existem nomes de pontos bem curiosos e são batizados de acordo com o motivo que eles acabam tendo, na medida que vamos tecendo.

Por exemplo o ponto Jersey, pode ser tanto o ponto Meia (direito), quanto o ponto Tricô (avesso), tem tricoteiras que conhecem como ponto Musgo - já dizia a tricoteira de mão cheia Vera Macedo. Quem não conhece o ponto Pipoca? Também conhecido por ponto Astracan e definido por Rosas de Portugal.



Ponto Rio Simples é conhecido também por Riviera; O ponto Chocalhos: Campainhas; Ponto As Ondas: As Vagas; Ponto Pingentes: Borlas; Ponto de Palmas: Velas; Ponto Encaniçado: Grade; Ponto Grinalda Canelado: muito semelhante ao Ponto Corda de Furinhos; Ponto Cevada: Peneira.

Estes pontos seguem os que estão disponíveis no 1300 Pontos que podem ser encontrados no Blog Pequenos Pontos da tricoteira Olivia http://pequenospontos.blogspot.com/2009/02/livro-de-trico.html

Outra fonte pesquisada onde estes pontos foram encontrados, está o livro de 1957, editado em Portugal O Método de Fazer Malhas de Fernando Baptista de Oliveira, que traz versões do tricô à mão e à máquina. É uma edição antiga que consegui comprar pela Estante Virtual http://www.estantevirtual.com.br/ . Esta é uma boa dica para quem está a procura de algumas raridades de tricô, entre revistas e livros.
Ao pesquisarmos os nomes dos pontos de tricô, entramos em contato com a bagagem cultural onde eles estão inseridos, dentro de uma propriedade artesanal de pequenos grupos e de gerações.

21 de abr. de 2010

Macaca Tricoteira

Entre agulhas me sinto uma verdadeira "Macaca Tricoteira". Não tem as Macacas de Auditório? Pois então...



Mas o que seria uma "Macaca Tricoteira"? Explico: Aquela que está sempre inventando moda, e tentando aprender coisas novas...novos pontos, novas técnicas. Compra fios e lãs (nem que não saiba o que tricotar depois, mas compra mesmo assim). E esta Macaca é antiga, como uma evolução dos primórdios do tricô de tempos atrás. Pode ser que o ancestral do tricô seja o velho e amarelado 1300 Pontos (quem tem que guarde com muito carinho).

E também há a expressão "Macaca Velha": pode ser também aquela tricoteira que sabe muitas técnicas, onde os nomes dos pontos eram definidos nos seus manuais, no tempo quem eram chamados de "Ponto Pavão", "Os Ajourados", "Ogivas", "Ponto de Claves" e vários outras variações que outrora faziam parte do idioma tricotês.

Quantos Micos ou Micas, pode-se dar com relação ao tricô? Com certeza muitos! Em todos os sentidos, mas principalmente quando nos referimos a pontos que nunca acertamos...
Mas olha que divertido ver esta simpática Macaquinha tricotando!
Percebe-se que está muito contente e realizada, fazendo o seu provável cachecol básico.
Deixa ela...o que importa mesmo é ser uma Macaca feliz, tricotando,
errando pontos, pagando seus micos, rindo que suas laçadas que mais parecem buracões no seu tricô e finalmente encantada com a moderna Shalw que acabou de aprender, um luxo só!

Oba...me defino por completo então: sou uma orgulhosa Macaca Tricoteira!


11 de abr. de 2010

Tarde Manufacturada

Era uma bela tarde de sol em Porto Alegre. Quinta-feira santa, de fato abençoada. Fazia um bom tempo que não visitava minha tão querida e afetiva professora de faculdade. Encontrei minha Mestra, mais ativa do que nunca, mas agora em outras ramos. Um ramo da arte, da produção e da criatividade. Não que a Psicologia não lhe desse este canal espontâneo anteriormente, mas como terapeutas, ficamos mais ligados à libertação das pessoas, de sua saúde mental, do que no nosso pensar criativo, que acaba sendo deixado de lado, guardadinho e encaixotado (com carinho) no pré-consciente. Agora mais livre de repressão, ou da própria intelectualização...

Lembro das idéias do psicanalista Donald Winnicott (1975), sobre o conceito de Espaço Potencial, sendo um campo de ação que vai além do externo e do interno, onde a pessoa não se restringe a um único significado, mas está inscrita num processo dinâmico onde a condição humana segue seu curso com intensa plasticidade de desenvolver-se e de evoluir.

Portanto, novas significações emergem na medida em que novas formas de configurações de viver e interagir surgem no sujeito, e onde o tempo e a forma destas interações são, agentes de mudança e de transformação. Falo no tempo, porque este nos transforma e nos traz condições de criar, de resignificar e isto é algo inesgotável...

Isto evidencia que as idéias da menina Ana, que aprendeu a tricotar quando tinha 10 anos ganha espaço em potencial na sua vida.

Este espaço atualizado por Ana Lúcia é um atelier seu, construído por suas idéias, lãs e fios de seda, onde trama belas peças no seu Tear de Pente Liço, que lembrou muito aquele de Anna Freud que permanece ainda exposto no Museo em Londres... http://www.20thcenturylondon.org.uk/server.php?show=conObject.10421&from_cat=79 Vejam só que bela coincidência?

Ana Lúcia Duarte, a Lulua despertou e deixou-se guiar pelas agulhas, inventado moda (literalmente) e cada vez mais libertando a tricoteira de sempre que estava a tempos internalizada. Só faltava uma oportunidade e esta chegou em definitivo e com muita força.

A tarde de quinta feira foi Manufacturada http://www.manufacturado.com.br/ . Falamos de tricô, de técnicas, de pontos e texturas, de fios, de Psicanálise, regados a um belo cafezinho e boas risadas. Lulua sucessos mil, nesta tua nova trajetória...nem tão nova assim, talvez mais antiga do que a Psicologia, a Psicanálise e o do lecionar na tua vida.

Grande beijo!

A foto mostra uma das peças feitas por Lulua Duarte, confeccionada em Tear de Pente Liço e Fios de Seda.

31 de mar. de 2010

De olho (literalmente) no Tricô

Cabe aqui lembrar sobre o poder que o olhar de uma tricoteira pode alcançar, quando avista uma peça - que achamos linda - mas que não temos a receita.
O jeito é olhar de todos os ângulos, todos os detalhes e analisar minunciosamente.
Ver bem os pontos que foram tecidos na peça, a lã utilizada e sua textura. Isto acontece, até mesmo, quando vemos alguém usando um casaco, ou blusa, ou simples cachecol que o olho já detecta que trata-se de uma peça feita à mão. Já ficamos literalmente de olho, quando não puxamos conversa e não resistimos em dizer "mas que linda a tua blusa..." O instinto tricoteiro, nos fala mais alto e não tem como evitar. Só temos que cuidar para que o nosso comentário não pareça invasivo. Se bem que as pessoas geralmente gostam de receber elogios de suas peças, e não se contrariam em dizer onde comprou e quem fez...Afinal pode estar ali uma grande tricoteira e pronto...está formada a conversa, rolando assuntos sobre pontos, dicas e tudo o mais.

E quando achamos aquela peça de tricô à mão, mas sem receita...(e sabe-se lá onde ela está) e nos apaixonamos pela peça e ficamos com uma enorme vontade de tricotá-la? Nos deparamos com um sentimento (nem que seja por alguns instantes) de frustração, por não ter a receita prontinha e certinha....Então, qual é o recurso que nos resta? O olho na foto da receita; a noção dos números de pontos utilizados; a amostra se o que olhamos se confirma e a coragem de começar a tricotar...no ponto e no olho!


Com o tempo, vamos corrigindo receitas erradas só no olhar. Com o tempo fazemos uma peça inteira só com o olhar... A blusa acima é um exemplo de uma receita que não tenho, mas que pode ser bem observada de pertinho e ser tricotada traquilamente.

Olhos de lince, fazemos um Lace. Então, olho vivo no tricô!

25 de mar. de 2010

Armadilhas das receitas

As maiores dificuldades que enfrentam as tricoteiras, de fato são as receitas cheias de armadinhas. Me refiro às receitas que se apresentam de forma errada. Isto é um grande problema, quando se está tricotando e os pontos não fecham, a peça fica pequena demais, ou grande demais, o ponto fantasia não corresponde ao modelo que a foto apresenta e por ai vai...


Infelizmente, são as revistas nacionais onde estão os maiores erros nas receitas. Queremos e tentamos valorizar o material nacional, afinal encontram-se modelos bem interessantes nas revitas made in Brasil. Mas como realizar uma receita que de cara percebemos que há algo estranho (e às vezes os erros são grosseiros)? Realmente fica difícil...e isto nos contraria bastante. Mais uma vez, clama-se por um espaço de mais respeito com os que tricotam neste país. O tricô aqui tem o seu público fiel e que muitas vezes improvisa por não haver acessórios no mercado...

Recorremos às revistas importadas, não porque ficamos fazendo tipo, mas as receitas estão corretas, e provalmente passam por um test-drive antes da sua publicação. Isto é sinônimo de respeito ao público que consome os produtos e receitas de tricô, onde muitas vezes irão resultar em peças, que podem gerar lucro e renda para seus realizadores.

Porisso tricoteira, fique literalmente de olho e confie mais em seu olhômetro e feeling, do que em muitas receitas que estão disponíveis por ai, ok?


  • Faça amostras sempre antes de começar a peça;
  • Veja se o fio sugerido na receita é realmente o que corresponde ao tamanho da amostra - Carreiras e número de pontos a serem montados;

  • Olhe detalhadamente a foto da peça que deseja tricotar;

  • Invente em cima da receita, sempre. Dê o seu próprio toque o seu estilo;

  • Se a receita lhe parecer estranha, busque outros recursos. A ajuda de outras tricoteiras são fundamentais, trocando opiniões sobre o modo de confeccionar;

  • E lembre-se: UMA RECEITA ERRADA, NUNCA DARÁ CERTO, POR MAIS QUE VOCÊ DESMANCHE...

  • Não se prenda e não insista nas receitas que estão erradas, pois não é você que não está sabendo tricotar;
  • A Criatividade vale mais do que mil receitas!

A imagem é meramente ilustrativa...(com esta, vou até conferir se está certinha).

24 de mar. de 2010

Na Páscoa: Tricô


Uma sugestão para enfeitar a sua Páscoa encontrei disponível em:
Apenas acrescentaria na receita, dentinhos que poderiam ser feitos bordados com lá marfim, para dar um toque a mais nos coelhinhos. Pode-se fazer a família inteira e de várias cores.
Aproveite as sobras de lãs, para fazer estes simpáticos coelhinhos!

E claro: FELIZ PÁSCOA !!!

21 de mar. de 2010

Inspirações para o outuno

...e idéias para dias amenos.
Amenos com relação ao frio. Aqui vai algumas sugestões de peças tecidas como mandam os franceses.
Blusas e casaquetos finamente acabados e que não podem faltar no quarda-roupa. Uma bela sugestão para já começar a tricotar. O outono está ai e mãos à obra!






Belos modelos? As receitas estão em *http://picasaweb.google.com/Barbaraknitting/Phildar026#

* Sob responsabilidade de seus divulgadores - álbum público do Picasa.

19 de mar. de 2010

O que nos diz uma sábia tricoteira?

Há tempos queria palavras e opiniões de alguém que conhecesse o tricô de forma considerável.
Eis que surgiu em minha teia de pensamentos o nome de Bia Medina.
Bia Medina é uma pessoa muito respeitada no meio da arte de tricotar da qual , gostaria de reservar um espaço em destaque.
Gostaria muito de saber algumas idéias de Bia, com relação ao tricô. Fiz algumas perguntas e ela me respondeu com muita gentileza e objetividade.

Bia Medina é tricoteira desde dos 12 anos de idade, onde aprendeu a fazer sozinha, com a coleção de fascículos Mãos de Outro. Já o Crochê a avó de Bia lhe ensinou, quando tinha 7 anos. É carioca, mas atualmente mora em Campinas há 5 meses. Trabalha como tradutora, mas já foi programadora visual e jornalista.

Vamos às perguntas:

1) Como percebe o tricô hoje? Que espaço ocupa quem faz esta arte?
2) O que não pode faltar para um bom tricô, entre acessórios, dicas e afins?
3) O tricô está mais para um arte gregária ou solitária?
4) O que é in e out no tricô?

1. Percebo que o tricô vem perdendo a imagem preconceituosa de "coisa
de velhinha" para ocupar um espaço maior - como terapia, como
passatempo e como forma de expressão artística (talvez mais no
exterior do que no Brasil). Já o espaço das tricoteiras ainda é
pequeno, quando olhamos a sociedade e a economia brasileiras como um
todo. Tradicionalmente, na nossa fonte cultural portuguesa, o crochê e
o bordado têm mais importância do que o tricô como ocupação feminina,
ao contrário do que acontece, por exemplo, na Grã-Bretanha. Além
disso, aqui no Brasil o trabalho manual é pouco valorizado; devido à
nossa história escravista, tudo que envolva trabalho com as mãos é
considerado serviço menor, coisa de escravo, de servo, de pobre. Mas
isso está mudando, o que é muito bom.

2. O que não pode faltar? Fio e agulhas. Ah, também é bom que não
falte criatividade, senão o tricô fica muito monótono: só copiar é
muito chato.

3. O bom é que pode ser as duas coisas, né? É uma ótima ocupação
meditativa quando se está sozinho, mas também é maravilhoso tricotar
em grupo. A internet permitiu o contato entre tricoteiras antes
absolutamente isoladas. Nunca me esqueço da alegria que senti quando
encontrei a minha primeira lista de crochê, em 1998, ou a primeira
lista de tricô em que me senti bem acolhida, em 2007; a partir daí,
pude falar das coisas que me apaixonam com pessoas que entendiam do
que eu estava falando.

4. Ah, isso de in e out não é comigo. Eu diria que é in fazer o que se
gosta e que é out ter medo do que os outros vão dizer.


*E em homenagem à Bia Medina, aqui está uma imagem que remete aos doces momentos das lições de crochê com sua avó, sendo observada pela atenta neta aprendiz.

E ao estilo de Bia Medina me despeço:

Bjk, btz.

17 de fev. de 2010

Às muitas tricoteiras



Uma definição adequada sobre o estilo de tricotar, deve-se levar em consideração que perfil nos identificamos mais. Já havia comentado no post anterior sobre o estilo que ganharam as tricoteiras, e o quanto são as influências que tornaram o tricô mais moderno. O tricô está ai, disponível mais do que nunca e há algum tempo, vem sendo uma arte sem fronteiras.

Com o tempo, vamos identificando no pessoal que tricota algumas características. Esta arte nos trouxe acessórios diferenciados que não encontramos mais nos baús de novelos. Em compensação, não achamos mais as relíquias que antes existiam.

Há tricoteiras de vários níveis, que depende do acúmulo de experiências e formas muito particulares de tricotar. Sempre tem alguém que sabe um toque a mais e fornece boas dicas bem na hora que precisamos - depois que a gente já quebrou a cabeça fazendo e refazendo muitas vezes os pontos da receita.


Em algum momento da vida, você já se deparou na situação em que se sentiu assim:
  • Tricoteira Ansiosa: sabe aquele ponto que não aprendemos nunca e que parece que a receita "trava"? A ansiedade toma conta quando olhamos as "300" peças que queremos tricotar. O tricô acaba ficando desorganizado e aquela agulha que precisamos bem naquela hora...simplesmente sobe. Não só o fio fica enrolado, mas a própria que tricota. A dica é dar uma volta e um tempo para as agulhas, e depois voltar mais tranquila e remotar os pontos.

  • Tricoteira Modernoza: está sempre de olho nos acessórios importados que surgem no Knit World. Além de serem mimos para um bom tricô, são dotados de utilidade que facilitam o manejo do tricotar e auxiliam nas técnicas. São contadores e seguradores de pontos, agulhas circulares intercambiais e muitos outros acessórios que encantam as tricoteiras brasileiras. Mas enfrentamos ainda o acesso, o preço, os impostos de importação e muitas vezes ficamos só na vontade de uma bela agulha circular de niquel.




  • Tricoteira Fashion: Fios, lãs e texturas são as suas manias para experimentar modelos e novas idéias. Receitas e inventos com estilo e bom gosto, estão inspirados no que ditam as marcas famosas nos desfiles da estação e as novas tendências. Modelos diferenciados realmente fazem a sua cabeça e possui um estilo arrojado de tricotar e de criar suas peças.



  • Tricoteira Clássica: Longe de chamá-la de velhinha tricoteira, que ficava sentadinha na cadeira de balanço fazendo tricô para todos da família. O estereótipo de quem não tem mais o que fazer e só faz tricô, já era! As tricoteiras clássicas possuem sim os seus manuais eternos de pontos, suas receitas que nunca saem de moda e seu baú de experiências que trazem de anos. Prontas estão elas para dividir com as novatas o que sabem. Hoje estão em pleno contato com a tecnologia, com seus blogs, Raverly e tudo que o bom e o velho tricô lhes proporciona.


  • Tricoteira Relax: Faz o seu tricozinho numa boa. Vai aprendendo aos poucos a dar seus pontos mais elaborados e se diverte quando faz o seu cachecol em Fios de Tricô. Faz seu o Knit Basic e está aberta a fazer gorros e polainas. A pressa e a obrigação não fazem parte do seu tricotar. Faz o estilo de tricotar o básico e o essencial.

  • Tricoteira Persistente: Namora aquela receita há anos e finalmente chega aquele inverno que vai sair a peça! Insiste, persiste, erra, desmancha, aumenta, diminiu, muda o fio, faz amostras, monta pontos (de 20 para 30, e resolve deixar só 25 pontos na montagem), muda o ponto, a receita, a cor, o tamanho da agulha...Mas é admirável a sua capacidade de tentativas e o seu poder de "ensaio e erro" para que o seu tricô saia na linha! Avante! Tudo isto pela arte! E no final admira-se com o que cria!


Como comentei, em algum momento da nossa trajetória como tricoteiras, nos vemos nestas situações. Eu mesmo lembro que foram muitas as vezes, que me senti ansiosa por não conseguir terminar projetos pendentes e por não saber fazer um ponto ou outro. Ou até mesmo, morrendo de vontade de ter todos os acessórios e mimos tricoteiros que fazem o tricotar ficar caprichado, afinal merecemos. Amamos esta arte e fazê-la é um prazer muito grande. Que bom que sei fazer tricô, nem que seja alguns pontos e peças básicas. O importante mesmo é dar o seu próprio estilo aos pontos, sempre acrescentando à nossa forma particular neste universo tão grande que é o tricô!

8 de fev. de 2010

Que estilo ganharam as tricoteiras?


O tricô, tem ganho novas nuances e com o tempo também novos estilos. No auge dos anos 80, quem não aprendeu a dar seus primeiros pontos? Eu mesmo comecei assim. Havia muitas opções nesta década, pois a Revista Mont Tricot estava a mil pelo Brasil e pelo mundo. Receitas certinhas e que as tricoteiras se orgulhavam em ter em pleno produto nacional revistas de 1100, 1300 e 1500 Pontos. Um verdadeiro luxo e orgulho para a toda a tricoteira, fosse ela aprendiz ou expert.
Hoje quem tem estas edições guarda com carinho, relembrando o tempo em que existiam materiais nacionais de mais circulação e que estava disponíveis em qualquer banca de revistas.

Atualmente possuimos acesso à internet, blogs diversificados, com idéias muito criativas. Os gráficos são mais do que nunca legíveis em qualquer idioma. Pode-se ler um gráfico em russo com a maior facilidade. Muitos termos estão sendo incorporados na linguagem das tricoteiras. Falamos em receitas de Shalws, Bags, Socks, Mittens, Gloves e os famosos Laces.

As técnicas também foram absorvidas na linguagem das tricoteiras da atualidade, mesmo que o bom e velho tricô seja igualzinho, mas assim como a tecnologia avança, cá está o Knit apropriando-se de novas nuances: Cast on; Cast off; Cables and so on...(etc).
Tutoriais, videos, programas que criam o gráfico que desejamos e os grupos e comunidades formados por pessoas que juntas se identificam com esta arte.

Que estilo ganharam as tricoteiras? O mercado nacional de forma ainda muito tímida, olha aos poucos para as tricoteiras do Brasil. Já se encontram contadores de carreira, agulha para tricotar no escuro, seguradores de pontos e outras coisinhas mais, que são valorizados e tem uma função importante para tricotar.

Há um grande nicho de mercado a ser explorado no que se refere ao tricô no Brasil. Vale apostar na qualidade e disponibilizar produtos realmente bons para se tricotar por aqui. Se encontrássemos materiais Made in Brazil, não pagaríamos uma quantidade significativa de impostos para produtos importados, porque simplesmente não encontramos por aqui.

Para esta arte continuar, há algumas receitas:
  • Compartilhe o que você sabe, pois só assim o tricô permancerá;
  • Procure ser criativo, se não há no Brasil algum produto que gostou e que lhe será útil invente, pois brasileira sabe fazer isto muito bem;
  • Não se sinta obrigada a saber receitas importadas, tem sempre uma amiga tricoteira a lhe ajudar;
  • Tenha o seu próprio estilo de tricotar, padronizações limitam a sua criatividade.
  • E se você só sabe fazer cachecol, você já é uma tricoteira!
Abraços!

31 de jan. de 2010

Espaço Tear

Não é só o tricô que trama-se nesta Teia. O tear também aqui tem o seu espaço. O Tear de Pente Liço é um tipo de arte que nos impressiona pela sua simplicidade de confecção e pelo seu belo efeito! Pode-se fazer peças delicadas e exclusivas, com fios e tramas que ninguém terá, pois nunca um cachecol fica igual ao outro. Linhas finas podem ser usadas para lenços no verão e os fios de lãs, das mais variadas texturas, podem tramar a moda de palas e cachecóis, com muito charme em tempos frios. Então para a próxima coleção outono-inverno, quem sabe você não começe a tramar mais esta arte?
Vale à pena, pois o Tear tem o seu encanto! Aqui está uma sugestão de uma peça simples e bela!

27 de jan. de 2010

Tutoriais da Drops Design


Hoje quem tricota, utiliza da tecnologia para fazer seus pontos e aprender. Em tempos de Educação à Distância o tricô entra também em cena.
Os Tutoriais nos mostram técnicas variadas, onde podemos aprender muitas coisas. Tem técnicas que nos facilitam muito o trabalho na hora da confecção. Um verdadeiro achado, para uma tricoteira que hoje em dia está na era do blogar e do blocar.
O que antes estava nos baús de novelos, hoje estão nos Pen Drives, nas Pastas salvas Tricozíticas, no Picasa e claro, nos Tutoriais.
A Garnstudio www.garnstudio.com, é um dos sites mais refinados de tricô que há. Lá podemos encontrar várias receitas em espanhol e português e os modelos são muito bonitos. Uma iniciativa elogiável da Garnstudio, pois é uma questão de carinho com as tricoteiras brasileiras e portuguesas. No Brasil apesar de ser um país tropical, ocorre muito frio e o tricô é sempre bem-vindo!
Em http://www.garnstudio.com/lang/en/video.php achamos vários vídeos disponíveis em tricô, com técnicas e pontos. Tudo o que as receitas em inglês nos apresentam, lá estão os vídeos nos mostrando como se faz! Vamos aos poucos nos familiarizando com os termos e com as técnicas.
Achei de grande valia!! Adorei!!


20 de jan. de 2010

Considerações sobre o Tricotar

Sempre dou uma passada para conferir o que tem nos blogs tricoteiros por ai e a última postagem da Grace Burns do http://www.astramasdemilady.blospot.com/
me chamou muito a atenção.

Concordo plenamente com as palavras usadas pela Grace para definir o fazer-aprender-sentir o tricô. Tricotar é um verbo amplo. Teia-se, uni-se, cria-se e amplia-se redes.

Vou chamar de os Dez Mandamentos sobre o Tricô, que foram bem definidos por ela. Me identifiquei muito com a forma descrita sobre o saborear o tricô, como algo prazeiroso, simples e práxi terapêutico... Um tricô catártico*¹, como poderia assim considerar Anna Freud*², enquanto tricotava e ouvia seus pacientes no divã, regados pela escuta psicanalítica e sua Atenção Flutuante*³.
Assim diz Grace nas suas palavras à la Milady, confiram no Post:

http://astramasdemilady.blogspot.com/2010/01/recomecar-e-preciso.html


*1 Catártico: Método utilizado por Freud, para o paciente livrar-se de algo que lhe encomoda.
*2 Anna Freud: Sexta filha de Freud da qual seguiu a Psicanálise como o pai. Tricotava durante as sessões, considerando que o tricô facilitava a escuta diante do que o paciente dizia.
*3 Atenção Flutuante: Captação do que o paciente fala por parte do psicoterapeuta, sem críticas ou algo pré-concebido.