Tricô é algo engraçado mesmo...ou poderia também ser considerado intrigante, ou mesmo supreendente. Ou desistente, desanimante, frustrante. Desânimo? Não, não, apenas algo reflexivo, pois tem peças que tecemos e ficam incríveis, a ponto de dizermos "nossa, até parece que não fui eu que fiz". Mas tem também aqueles momentos em que lamentamos em ter escolhido aquela lã, aquele ponto, aquela agulha, ou mesmo chegamos a pensar "porque inventei de fazer justamente, o que eu achava que sabia..."

Tricô é uma arte que não dominamos 100% nunca. Há técnicas que surgem, que ganham outros nomes com o tempo, há pontos com detalhes que desmanchamos muitas vezes e gráficos que nos enganam direitinho. Perguntas que nos invadem, bem na hora do acabamento e lá vai mais uma vez aquela dúvida cruel: mas por que não fecha o número de pontos nesta receita? Logo, tricoteira a desmanchar, re-tecer, re-tomar, re-fazer.
Retomando o que tinha dito no início, tricô é algo surpreedente, pois nos coloca em cheque, nos avalia a nossa capacidade de tentar melhorar cada vez mais, nos dá a oportunidade de nos re-novar, quando erramos quando desmachamos e finalmente, fazemos o certo.
Intrigante pelo motivo pelo qual, por mais que queremos desistir de fazer determinada peça, ainda mais aquela que traduzimos a receita, compramos a lã que julgamos a mais adequada para a confecção do trabalho e mesmo assim, não desistimos (e não desanimamos) de tricotar.
Há na verdade todo um investimento antes de colorcamos em prática nossos conhecimentos, ou desconhecimentos de tecer. E vamos e vamos colocando os pontos na agulha e dando o pontapé inicial...tudo bem, se não der certo a gente desamancha...Ufa...verdade, isto é uma boa garantia que podemos re-fazer e nos re-novar sempre. Com o nosso bom e velho-novo tricô.