23 de mai de 2010

Blusas e casaquinho

Vasculhando em meus arquivos, encontrei uma edição de Junho de 2000 com encarte especial para as regiões Sul e Sudeste, feita pela Revista Manequim http://manequim.abril.com.br/. Aliás, esta revista sempre disponibiliza espaço para peças em tricô, nos trazendo boas idéias.













São roupas de fácil execução e com modelos simples, mas que sempre caem muito bem no seu guarda-roupa de inverno. Isto ganha um gostinho a mais, quando se trata de uma peça feita por você mesmo.

14 de mai de 2010

Eu assumo!

Eu assumo que tricoto com fios baratinhos, que custam R$= 1,99, ou até menos dependendo da promoção da loja. Os fios Mollet http://www.circulo.com.br/mollet-40gr.html, Família
http://www.pingouin.com.br/cartela/cartela_desc.php?gColecaoIdInt=3&gNoveloIdInt=24 e similares já foram grandes parceiros de longas carreiras. E sabe que teci peças bem interessantes com estes fios Made in Brasil (com s mesmo). Confesso que já tive algum sucesso com receitas de revistas nacionais, estas que compramos nas bancas. Aliás, estas revistas têm mudado muito a sua qualidade, apresentando ultimamente modelos bem bonitos, elaborados e que vale a pena fazer. Assumo também que utilizo agulhas retas. E assumo que tentei tricotar com agulhas circulares e não me adaptei muito bem. Assumo que já fiz Laces com o fio nacional mais fino que encontrei: o Cristal básico que tem cores bem bonitas. Assumo também que usei palitos de dente, para substituir agulhas de tranças (pela leveza de segurar os pontos atrás do trabalho tricotado).

Assumo que faço moldes em papel pardo, do que vou tecer quando se trata de roupas que levam mais tempo para tricotar. Assumo que usei como contador de pontos, pequenas borrachinhas para cabelos coloridas, onde compramos aproximadamente umas 100 unidades por R$= 2,00.

Assumo que até bem pouco tempo, não sabia fazer mate simples e nem mate duplo. Confesso que se não fosse a participação nos grupos de tricô, tanto pela internet - e nem se fala os encontros pessoalmente - eu NÃO SABERIA FAZER QUASE NADA DE TRICÔ!

Assumo também que compro livros nos sebos com edições que não encontramos mais por ai, sendo verdadeiras raridades em termos de técnicas e de clareza nas explicações.

Confesso que já fiz perguntas idiotas, com relação a algum ponto, ou por estar "enrolada" numa técnica e pedindo um socorro. A propósito, uma tricoteira encontra-se volta e meia enrolada nos seus fios...

Assumo que deixei um trabalho a espera de um inverno para o outro, com preguiça de terminar, ou simplesmente por estar casanda daquele trabalho tão repetitivo...

Confesso que tricoto desde os 9 anos, mas assumo que deixei de tricotar por anos, porque esta arte ficou (pode ser que por mim, assumo isto também) esquecida e as lãs e agulhas guardadas e quase escondidas por muito tempo.
Assumo que algumas vezes, compro lãs e fios mesmo sem saber o que vou tecer e simplesmente não resisto e compro...
E definitivamente assumo e confesso que sou uma amante do tricô!

9 de mai de 2010

O Maternês no Tricotar

O Maternês é uma forma bastante particular e singular, da qual a mãe tende a usar uma linguagem afetiva com seu bebê, envolvendo os cuidados no dia-a-dia, desde dos momentos de troca de fraldas, banho e amamentação. Possui um tom adocicado, próprios das mensagens maternas, onde a mãe olha para seu bebê e comunica-se com ele de forma intensa e afetiva. Construindo elos e tecendo afetos. Tons agudos são emitidos, a voz se altera, barulhos típicos são inventados, onde ambos mãe e bebê tramam a sua linguagem, em expressões faciais, gestos e sorrisos.

Não é à toa que o tricô às vezes é associado com uma gestante, preparando o enxoval para o bebê que espera. Já nos deparamos com aquele comentário "tricô é coisa de grávida", que coloca a gestante numa condição passiva, onde lhe resta é tricotar e esperar...Ora o perfil de nossas grávidas mudaram e o ritmo de vida da mulher também mudou. Mesmo porque não há o que impeça que a própria gestante faça e teça um sapatinho feito com suas mãos, não é mesmo? Aliás, sei de alguns relatos que a mulher aprendeu a fazer tricô, porque estava grávida e ela mesma queria fazer sapatinhos e casaquinhos, e que a partir dali, começou a tricotar e não parou mais.

Constrói-se o Maternês e o Tricotar, dando os primeiros pontos e também os primeiros vocábulos, numa teia que não é tênue, mas que é contruída de forma permanente e definitiva, onde os elos são os de carinho e de amor.

Feliz Dia das Mães à gestantes, às mães de muitas viagens e às muitas mães de coração que maternam e tricotam e que tecem o Maternês.


* A foto é a capa da revista RYC - Classic Mother and Baby, que contém receitas para a mãe e seu bebê, contemplando não só os recém nascidos, mas os pequenos até os primeiros anos de vida. Possui também modelos femininos bem interessantes.

2 de mai de 2010

Os Pontos e seus nomes

Os pontos de tricô, podem receber nomes diferentes conforme a época que eles surgem.
Mas existem nomes de pontos bem curiosos e são batizados de acordo com o motivo que eles acabam tendo, na medida que vamos tecendo.

Por exemplo o ponto Jersey, pode ser tanto o ponto Meia (direito), quanto o ponto Tricô (avesso), tem tricoteiras que conhecem como ponto Musgo - já dizia a tricoteira de mão cheia Vera Macedo. Quem não conhece o ponto Pipoca? Também conhecido por ponto Astracan e definido por Rosas de Portugal.



Ponto Rio Simples é conhecido também por Riviera; O ponto Chocalhos: Campainhas; Ponto As Ondas: As Vagas; Ponto Pingentes: Borlas; Ponto de Palmas: Velas; Ponto Encaniçado: Grade; Ponto Grinalda Canelado: muito semelhante ao Ponto Corda de Furinhos; Ponto Cevada: Peneira.

Estes pontos seguem os que estão disponíveis no 1300 Pontos que podem ser encontrados no Blog Pequenos Pontos da tricoteira Olivia http://pequenospontos.blogspot.com/2009/02/livro-de-trico.html

Outra fonte pesquisada onde estes pontos foram encontrados, está o livro de 1957, editado em Portugal O Método de Fazer Malhas de Fernando Baptista de Oliveira, que traz versões do tricô à mão e à máquina. É uma edição antiga que consegui comprar pela Estante Virtual http://www.estantevirtual.com.br/ . Esta é uma boa dica para quem está a procura de algumas raridades de tricô, entre revistas e livros.
Ao pesquisarmos os nomes dos pontos de tricô, entramos em contato com a bagagem cultural onde eles estão inseridos, dentro de uma propriedade artesanal de pequenos grupos e de gerações.