8 de fev de 2010

Que estilo ganharam as tricoteiras?


O tricô, tem ganho novas nuances e com o tempo também novos estilos. No auge dos anos 80, quem não aprendeu a dar seus primeiros pontos? Eu mesmo comecei assim. Havia muitas opções nesta década, pois a Revista Mont Tricot estava a mil pelo Brasil e pelo mundo. Receitas certinhas e que as tricoteiras se orgulhavam em ter em pleno produto nacional revistas de 1100, 1300 e 1500 Pontos. Um verdadeiro luxo e orgulho para a toda a tricoteira, fosse ela aprendiz ou expert.
Hoje quem tem estas edições guarda com carinho, relembrando o tempo em que existiam materiais nacionais de mais circulação e que estava disponíveis em qualquer banca de revistas.

Atualmente possuimos acesso à internet, blogs diversificados, com idéias muito criativas. Os gráficos são mais do que nunca legíveis em qualquer idioma. Pode-se ler um gráfico em russo com a maior facilidade. Muitos termos estão sendo incorporados na linguagem das tricoteiras. Falamos em receitas de Shalws, Bags, Socks, Mittens, Gloves e os famosos Laces.

As técnicas também foram absorvidas na linguagem das tricoteiras da atualidade, mesmo que o bom e velho tricô seja igualzinho, mas assim como a tecnologia avança, cá está o Knit apropriando-se de novas nuances: Cast on; Cast off; Cables and so on...(etc).
Tutoriais, videos, programas que criam o gráfico que desejamos e os grupos e comunidades formados por pessoas que juntas se identificam com esta arte.

Que estilo ganharam as tricoteiras? O mercado nacional de forma ainda muito tímida, olha aos poucos para as tricoteiras do Brasil. Já se encontram contadores de carreira, agulha para tricotar no escuro, seguradores de pontos e outras coisinhas mais, que são valorizados e tem uma função importante para tricotar.

Há um grande nicho de mercado a ser explorado no que se refere ao tricô no Brasil. Vale apostar na qualidade e disponibilizar produtos realmente bons para se tricotar por aqui. Se encontrássemos materiais Made in Brazil, não pagaríamos uma quantidade significativa de impostos para produtos importados, porque simplesmente não encontramos por aqui.

Para esta arte continuar, há algumas receitas:
  • Compartilhe o que você sabe, pois só assim o tricô permancerá;
  • Procure ser criativo, se não há no Brasil algum produto que gostou e que lhe será útil invente, pois brasileira sabe fazer isto muito bem;
  • Não se sinta obrigada a saber receitas importadas, tem sempre uma amiga tricoteira a lhe ajudar;
  • Tenha o seu próprio estilo de tricotar, padronizações limitam a sua criatividade.
  • E se você só sabe fazer cachecol, você já é uma tricoteira!
Abraços!

3 comentários:

Adriana disse...

Adorei.
Bjs.

Mara Silvia disse...

Gostei muito do que escreveu...
Bjo!

Cláudia André disse...

fiquei contente em saber que sou uma tricoteira pois só sei fazer cachecol mesmo...ja me arrisquei em uns sapatinhos e me dei bem mais nos casaquinhos....nem te falo acho o trico uma arte inigualavel mai muito complicado pra mim que sou leiga no assunto mais é uma arte que não deve morrer.......bjoss